Hoje em dia nos deparamos com pessoas das mais diversas idades dizendo-se liberadas, e em nome dessa liberdade, sentindo-se autorizadas a satisfazerem o que chamam "se dar bem", transando com aqueles ou aquelas que intitulam seus parceiros do momento ou até mesmo nem tão do momento assim, mas aqueles que lhes proporcionam "prazer".
Transar... o que vem a ser transar? Essa é uma pergunta recorrente em meu consultório e a resposta me chega das mais diversas formas: transar é ter prazer, é tão gostoso! É descarregar uma energia contida!É uma sensação de alívio M A R A V I- L H O S A! É bom quando o parceiro tem "pegada", sabe nos fazer ir ás alturas... e por aí vai.
É, transar exige performance. Quanta energia gasta!
Aí então, após muito riso e muito compartilhar com os devaneios de meu interlocutor, lhe pergunto: - e depois do "depois"? Tem o que?
Geralmente, quando não me lançam um olhar de "ai, lá vem a terapeuta chata cortar meu barato", muitas vezes as lágrimas se fazem presentes.
O exercício de meu trabalho não me permite ser moralista e muito menos ditadora, e isso eu tenho tranquilidade para dizer que não sou, prova esta de que tenho meus clientes aqui que me visitam nesse meu espaço e que não me deixam mentir.
Por essa razão, os acompanho em suas trajetórias, sejam elas quais forem, afinal, cada um tem seu caminho e constrói suas estradas, não é mesmo?
Agora, o que vem a ser fazer amor? A meu ver, fazer amor é tocar a alma antes de tocar o corpo, é não precisar mostrar pegada forte mas sim, firmeza no querer ficar com o outro e nele permanecer sem pressa e sem medo. Fazer amor é estar no agora com a certeza de que o tempo está passando, que o amanhã vai surgir mas a entrega está sendo tamanha que o desvinculamento do corpo será um mero acontecimento e que algo do amor se entranhou no outro de tal forma que o futuro nunca mais será o mesmo.
É... fazer amor é realmente um grande privilégio!
Não quero fazer apologia ao fazer amor mas sim demonstrar que a transa deixa o vazio do depois que a liberdade do fazer muitas vezes não dá o suporte necessário para uma falta de uma entrega real.
Celebração
Há 6 anos

Depois de uma noite dessas é q o sentimentalismo transa com a nostalgia numa redoma de prazer e dor. É, realmente o amor parece ser um privilégio. Mas não seria o amor uma coisa nada mais q inconstante em nossas vidas? Assim como a dor. Nada é constante quando se morre. Esse vazio demonstrado e dito por algumas pessoas, não seria a morte dele? O a morte somente de um desejo q existiu? Essa aleatoriedade toda me deixa maluca o_o"
ResponderExcluirPor hora concordo com vc e com Rita Lee - Sexo é escolha, amor é "sorte".
Achei lindo seu post, Con. Tocante mesmo. E vai de encontro a muito do que penso sobre o assunto. Sabe, naõ sou moralista, tenho uma parede entre o que acho certo pra mim e o que acho certo para os outros. Então, sempre tive muitas amigas totalmente diferentes de mim (ainda hoje tenho). E respeito suas escolhas e vivências, sem aquele viés chato de "vc está errada". Mas... para mim transar naõ tem muito valor. Acho bom mesmo é fazer amor.
ResponderExcluirBeijokas
Mary
Consuêlo,
ResponderExcluirSempre a achei gentil, meiga e muito inteligente!Agora,tenho certeza que minhas impressões se confirmaram...você escreve de maneira magistral! Fala da realidade com muito lirismo e poesia...ganhou mais uma fã!!!
Ângela Beatriz Sabbag.
Fico feliz em poder, mesmo que tão sutilmente, tocar o coração de quem quero bem...
ResponderExcluirRealmente amiga, existe a diferença de quem faz com amor e faz por prazer. Transar pode ser fazor amor, quando é feita com a pessoa que ama, e não ser amor, quando é feita apenas para o prazer carnal. Gostei de seu blog, muito bem colocado as opiniões aqui.
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