domingo, 8 de agosto de 2010

SOLITÁRIO LAMENTO

Quanta dor contida e tão "intelectualizadamente" demonstrada.
Vale a pena desacelerarmos a vida para assistirmos a esse video.

domingo, 1 de agosto de 2010

TRANSAR NÃO É FAZER AMOR

Hoje em dia nos deparamos com pessoas das mais diversas idades dizendo-se liberadas, e em nome dessa liberdade, sentindo-se autorizadas a satisfazerem o que chamam "se dar bem", transando com aqueles ou aquelas que intitulam seus parceiros do momento ou até mesmo nem tão do momento assim, mas aqueles que lhes proporcionam "prazer".
Transar... o que vem a ser transar? Essa é uma pergunta recorrente em meu consultório e a resposta me chega das mais diversas formas: transar é ter prazer, é tão gostoso! É descarregar uma energia contida!É uma sensação de alívio M A R A V I- L H O S A! É bom quando o parceiro tem "pegada", sabe nos fazer ir ás alturas... e por aí vai.
É, transar exige performance. Quanta energia gasta!
Aí então, após muito riso e muito compartilhar com os devaneios de meu interlocutor, lhe pergunto: - e depois do "depois"? Tem o que?
Geralmente, quando não me lançam um olhar de "ai, lá vem a terapeuta chata cortar meu barato", muitas vezes as lágrimas se fazem presentes.
O exercício de meu trabalho não me permite ser moralista e muito menos ditadora, e isso eu tenho tranquilidade para dizer que não sou, prova esta de que tenho meus clientes aqui que me visitam nesse meu espaço e que não me deixam mentir.
Por essa razão, os acompanho em suas trajetórias, sejam elas quais forem, afinal, cada um tem seu caminho e constrói suas estradas, não é mesmo?
Agora, o que vem a ser fazer amor? A meu ver, fazer amor é tocar a alma antes de tocar o corpo, é não precisar mostrar pegada forte mas sim, firmeza no querer ficar com o outro e nele permanecer sem pressa e sem medo. Fazer amor é estar no agora com a certeza de que o tempo está passando, que o amanhã vai surgir mas a entrega está sendo tamanha que o desvinculamento do corpo será um mero acontecimento e que algo do amor se entranhou no outro de tal forma que o futuro nunca mais será o mesmo.
É... fazer amor é realmente um grande privilégio!
Não quero fazer apologia ao fazer amor mas sim demonstrar que a transa deixa o vazio do depois que a liberdade do fazer muitas vezes não dá o suporte necessário para uma falta de uma entrega real.

sábado, 31 de julho de 2010

YAYA MON AMOUR

Hoje é sabado e aqui estou eu com vontade de falar com você.
É, nós nos falamos tão pouco e em nosso silêncio tantas coisas são ditas!
Tenho notado que meu afastar, apesar de parecer doído tem surtido um efeito de nos aproximar e nos acariciar de tal forma que quando um toque se faz presente, a intensidade é tamanha que parece até que toda a energia contida em nossos corpos vem á tona e se reverte em um calor suave como o advindo do pelo da nossa gatinha flinsk.
Sabe, cherrie, talvez você jamais leia o que estou escrevendo aqui pois nunca a vi visitando esse meu cantinho, no entanto, isso não importa, pois sei que outro lugar também meu você tem visitado com frequencia e tem me feito muito bem, pois é nele que tenho visto, cada dia mais, essa mulher determinada, caridosa, sensivel, de enorme carater e grande beleza, crescer e desvincular-se das amarras maternas para seguir seu caminho individual por essa linda estrada chamada VIDA!
Pois é, mais uma vez agradeço ao paradoxo! Precisou ele se fazer presente desatando os nós que nos uniam para que pudessemos novamente nos juntar, agora de forma mais leve e ressignificada; agora mais independentes e certas do que somos e queremos!
Te amando, te admirando e torcendo sempre por você, minha loirinha!
Fique sempre bem!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Saudades de Lala

Ai, que coisa louca essa tal saudade que me invade sem pedir licença, sem sequer saber se sou forte o suficiente para recebê-la!

Saudade, irmã do tempo, que por sua vez caminha de mãos dadas com a distância.

Tempo... distância... e nessa dobradinha cá estou eu com o coração apertado de tanto sofrer a falta que Layla me faz.
Falta de seu sorriso, de seu olhar azul, seu cabelo moreno, seu abraço macio seu jeito menina escondendo uma mulher sabedora de onde quer chegar, de sua sinceridade que às vezes fere (vejam só do que a saudade é capaz), de suas palavras quando diz me amar (adoro esses contrastes nela existentes. Rsrs).

Layla, Layla!
Logo estaremos juntinhas!

Mas enquanto isso não acontece, feche seus "blue eyes", monte em um camelo ou suba em um trem, ou mesmo em um navio, use a energia da falta que você me faz e chegue aqui bem pertinho, me abrace e sinta essa tal saudade se despedindo de nós e pela porta de onde ela sai, observe uma luz brilhante se fazendo presente..

Nossa! To até arrepiada!...

sábado, 26 de junho de 2010

Oscilações Necessárias

Aqui estou eu novamente.

Dessa vez para falar de alegria.

É... hoje estou feliz.Estou feliz porque resolvi estar.

Resolvi que hoje o sol vai brilhar mais forte mesmo que lá fora chova; que os carros lá fora não se farão notar para que meus ouvidos não ouçam barulhos outros alem do canto dos pássaros e o gargalhar das crianças a brincar.

Vou tomar meu café com pão como se fosse um lauto café de um cinco estrelas, me arrumar com meu vestido mais florido e sair para viver esse dia que hoje decidi ser especial!

Já pararam para pensar como freqüentemente transitamos entre tristeza e alegria em nossa vida? Gente, como isso é interessante! E como também é importante!

As tristezas são como as gavetas de nossos armários que se desarrumam e precisam ser arrumadas. No entanto, não podemos e nem devemos arrumá-las de uma só vez sob pena de não observarmos os locais exatos onde cada coisa deve ser colocada de forma mais apropriada a nos facilitar o manuseio no dia a dia, isto é, em nossa vida. Devemos examinar, cuidadosamente, o que melhor nos convir; precisamos de muita atenção... nada como uma recarga periódica de bateria de alegria para que possamos, com leveza, analisar onde cada coisa deve ser colocada.

Conseguiram captar o espírito da coisa?Ninguém nesse mundo consegue conviver de forma saudável sem transitar por essas duas polaridades: alegria e tristeza; ambas se completam para dar o equilíbrio necessário á nossa caminhada por esse mundo que tanto exige de nós, afim de que possamos vivenciar tanto a necessária escuridão da noite na estrada, como o brilho do sol e as lindas pastagens do mesmo caminho.

Assim sendo, reverencio essa bipolaridade existente em todos nós!

sábado, 19 de junho de 2010

Divagando

Às vezes me pergunto qual a razão dessa vida e me vem á mente inúmeras respostas, inclusive a de que viver é esperar o que sonhamos...

Mas esperar por um sonho? Acho que seria utopia.

Sonhamos para que possamos dar sentido á vida e não para ficarmos inertes a seus acontecimentos.
Sonhamos para que, tendo meta, possamos nos programar para realizar esse sonho...

Os sacrifícios que a vida nos impõe são estímulos para que não nos deixemos acomodar; para que tenhamos uma razão de existir e pelo que lutar; para que tenhamos garra no fazer.

Nossa, taí, escrevi bonito; até eu gostei. Mas de que adianta tanta beleza se a escrita não é capaz de amenizar a aridez do que sinto agora aqui dentro do peito... Esse aperto me tirando o fôlego, me dando a sensação de desmaio.
Nossa! Que coisa ruim! Constato que estou angustiada, triste... não; muito triste!É como se o mundo estivesse ruindo aos meus pés. Questiono se não está na hora de partir, de pegar o trem de ída.

Paro, olho em volta. Cá estou eu sentada em um banco de uma rua movimentada de um lugar qualquer. O que vejo? Transeuntes apressados. Estão buscando algo? Correndo de algo? Onde estarão indo? Observo.
Parece que ninguém me vê. Mas também, sou mais uma na multidão... Sou mais uma ninguém. Que paradoxo! Gosto dessa palavra. PARADOXO.

Resolvo aproveitar minha invisibilidade e continuar observando. Vejo carros passando, cachorros circulando corajosamente entre as pernas das pessoas, crianças, vendedores de picolé, carroças (desvio os olhos para não olhar; tenho muita pena dos cavalos). É... a vida insiste em se mostrar.

Anoiteceu.Voltei pra casa. Engraçado, observei tanta coisa enquanto lá estive sentada, percebi tanta pressa no chegar, no buscar e no andar, que o torno que tanto estava me oprimindo naquele momento, de repente se fez mais frouxo. Será por que hein? Sei lá. Só sei que um afastamento de nós mesmos é necessário para que possamos melhor enxergar o mundo no qual estamos inseridos...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A Lista

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
Oswaldo Montenegro

sexta-feira, 14 de maio de 2010

E é assim que sou

Gosto de olhos nos olhos.
Gosto de ser elogiada.
Sou frágil e não faço o mínimo esforço para provar o contrário para quem quer que seja.
Choro quando dizem que me amam; e quando dizem que não amam, também.
Adoro quando me sinto importante para alguém.
Gosto de saber que sentem a minha falta.
Peço desculpas quando acho que errei.
Odeio quem maltrata animais e crianças.
Amo me sentir protegida!
Não gosto de pessoas que pregam a compaixão e cobram dos outros mais do que nem elas podem dar.
Odeio injustiça e covardia.
Não gosto de gente omissa.
Odeio pessoas que buscam nos outros justificativas para sua própria falta de atitude.
Há dias em que me acho bela; em outros, nem tanto assim.
Sinto muito ciúmes, mas de poucas pessoas.
Adoro um colo e uma palavra de carinho quando estou triste.
Odeio gostar de quem não gosta de mim.
Sou agnóstica, não sou atéia.
Sou vaidosa.
Sou franca, mas procuro dosar a franqueza com alguma docilidade, mas confesso nem sempre conseguir.
Assumo a responsabilidade pelos meus atos.
Agarro-me ao amor da hora e dele suplico atenção, carinho, cumplicidade, presença, reciprocidade no meu bem querer, coragem e proteção, afinal, sou uma mulher que alem de pouco feminista, ainda acredita no amor romântico.
Há dias em que gosto da vida; em outros a morte me é mais sedutora.
Sou intensa no meu gostar, no meu não gostar, no me doar, no meu exigir e em de mim exigir.
Meu jardim não resiste a pouca rega.
Às vezes me amo; outras vezes, nem tanto assim.
Expondo-me assim, admito essa minha fragilidade ao me mostrar dependente da proteção do outro, o que me desnuda frente a vocês, mas tal nudez torna possível que me vejam sem qualquer véu que me encubra nessa minha forma de viver.
Mais um paradoxo da minha existência...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Apenas uma pergunta

O preconceito existe apenas do rico contra o pobre ou seria uma via de mão dupla onde o complexo é que sinalizaria a estrada?

Liberdade

O que é ser livre? Ouvimos várias opiniões acerca do tema: ser livre é estarmos bem conosco, ser livre é ter paz, ser livre é fazermos o que temos vontade, ser livre é não devermos nada a ninguém, ser livre é isso, ser livre é aquilo; ser livre é tanta coisa!
Nesse imenso emaranhado de definições, aqui estou eu tentando colocar no papel o que vem a ser liberdade para mim. Nossa! Que dificuldade!
Vou então tentar dizer o que atualmente tem me feito sentir livre.
Sinto-me livre quando dirijo meu olhar para onde quero, quando penso no que quero, quando toco o pelo de um bichano e sinto sua maciez a afagar meus dedos, quando opto por usar uma calça jeans surrada e um tênis para ir trabalhar, em lugar de uma saia e um sapato de salto alto...
É, eu sei que liberdade pode ser bem mais que isso, mas sei também que o exercício diário de nosso querer, mesmo que em doses homeopáticas, pode nos tornar, cada dia mais, aptos a sermos nós mesmos nesse mundo do qual somos parte...

sábado, 8 de maio de 2010

Dia das Mães

Sempre que se aproxima alguma data intitulada dia de quem quer que seja, me pergunto o porquê dessa necessidade de se estabelecer data especifica para tal comemoração.
Amanhã é Dia das Mães.
Por que só amanha é seu dia? Será que ás mães só é permitido serem reverenciadas um dia no ano?
Por que será que há a necessidade de se estipular uma data especifica para que sejam lembradas, beijadas, acariciadas, presenteadas com um pouco de atenção, um almoço em família?
Bem, digressões á parte, desejo a todas as mães, que não precisem de um dia específico para que se sintam felizes.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Desejos

” Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,

Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja
Justo, para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é
fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em
Rejuvenescer.
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas são feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.

E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar".
Sergio Jockymann

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Sutis oportunidades

Hoje eu resolvi falar de fome
Nossa, como é bom comer algo que temos vontade!
Meus amigos (será que são tão amigos assim? Rsrsrsrsr) me intitulam de comilona. O pior é que eles têm razão. Adoro comer! Taí algo que me dá prazer.
Por falar em prazer, claro que outros também se fazem presentes em minha lista, afinal, se a vida se restringisse a nos proporcionar apenas o prazer desse tipo de alimento, esta seria muito incompleta em seu propósito de nos fazer crescer.
Pronto. Mudei o tema. Crescer! Será que sou grande? Será que já cresci? Será que ainda tenho muito com que me nutrir para alcançar essa meta?
Nutrir... posso agora voltar à comida. Ou melhor, mudemos para Alimento.
Agora sim, esse tema tornou-se mais complexo.
Alimentar-se é ter o prazer de se nutrir com aquilo que nos convida a ressignificar valores que nos fazem sofrer; que nos impedem de mudar nossos focos.
Esses alimentos existem? Onde encontrá-los?
A vida nos proporciona boas oportunidades de encontrarmos alimentos capazes de nos fazer mais humanos, mais sensíveis, mais maduros... basta sairmos de nossa postura vertical e ficar na horizontal com essa vida, sem com ela competirmos e nos mostrarmos superiores, vencedores. A verticalidade só é boa para sustentar os pilares de uma obra.
Que tal tentarmos nos colocar como observadores da vida e nos despirmos de nossas armaduras para que possamos, livremente caminhar a seu lado? Tarefa árdua mas não impossível; basta entendermos que a certeza de que o bom, o mau, o certo, o errado, a tristeza, a felicidade, são instrumentos que a vida nos oferece para que nós os façamos nossos professores e não, nossos inimigos; oportunidades para nos tornarmos, cada dia mais, alguém capaz de apreender no lugar de apenas aprender.
Pense nisso!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Felicidade

Felicidade é um tema bastante recorrente em textos dos mais diversos
Mas o que vem a ser felicidade?
A manhã nascendo após cada noite?
Estar com quem se ama?
Imaginar uma vida de paz?
Ouvir um pássaro cantar?
Usar uma roupa nova?

Esgotei as vogais e acabei concluindo que felicidade não se explica.
Felicidade se sente!
Simples assim...

domingo, 2 de maio de 2010

Fragmentos Musicais

Ah, se eu te pudesse fazer entender
Que a vida passa
Que na vida a gente tem que entender
Que a vida sempre continua
Que a cada dia que se passa, se perdeu na indiferença
Que não teve consciência dos sonhos que sonhei
Que talvez nossa escolha esteja errada
Que aquela estrela não encontrei
Que todo mundo vai embora um dia
Que ninguém ganha nada sem perder
Que na vida da gente não falta saudade
Que o nosso amor está magoado
Que renunciei você de tanto louco amor
É isso aí...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A Lua e o Mar

A Lua e o Mar - declaram o seu Amor...
- Na sua imensidão, eu projeto meu suave brilho.
- Eu devolvo a você seu reflexo, no silêncio de minhas ondas.
- Nas minhas ‘fases’, você me respeita.
- Nas suas ‘fases’, eu lhe acompanho.
- Em mim, muitos se inspiram.
- Em nós, muitos se espelham.
- Quando fico triste, você silencia.
- Com meu silêncio, quero dizer: ‘sinto falta de você.’
- Eu estou sempre com você, mesmo na minha ausência.
- Eu sinto você, por maior que seja a distância.
- Sem você, a muitos eu encanto, mas ‘algo’ me falta.
- Igualmente sinto-me solitário, mesmo encantando, para mim, sem você, não é o mesmo cenário.
- Com um ‘sopro’ de Luz, tento lhe tocar.
- E eu, desesperado, com minhas ondas, tento lhe alcançar.
- O ‘mundo’ sabe de nosso ‘louco amor’.
Estamos um no outro!
Completamo-nos.
Não nos tocamos, e nos Amamos!
Com nosso Amor,
A todos encantamos!
- No meu romantismo, deito-me sobre você.
- Acaricio seu Todo, recebendo seu brilho, desejando não mais amanhecer...
- Eu te Amo, por você ser o que é!
- E eu te Amo, por você estar em mim, e eu estar em você.
Mesmo sem jamais lhe tocar,
Mesmo sem jamais lhe envolver...
Este é o Verdadeiro Amor... Mesmo na distância, mesmo na ausência, um está no outro. Mas existe uma diferença: Eles jamais conseguirão ‘concretizar’ este Amor. E você? Podendo tocar, podendo sentir, podendo viver, está esperando o que, para ‘conversar com seu Grande Amor’?

Recebido de um grande amigo virtual.
Obrigada, Roberto!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Mais um dia

É dia. Clareou.
E com ele minha mente desperta...
Minhas lembranças acordam...
Mais um dia de anseios, certezas, incertezas... enfim, mais um dia de vida.
É hora de levantar, mas o macio da cama me impede. O que faço? Reajo ou relaxo?
Há barulho lá fora. A vida lá está se fazendo presente também. No entanto, me aborreço. Que barulho! Onde está o silêncio da madrugada que acalma o turbilhão que envolve todo meu íntimo? Esse barulho não torna possível o contraste necessário.
Preciso do silêncio para poder ouvir o barulho... Que paradoxo!
Aguardo. O tempo passa e o barulho se intensifica...
É, nada posso quando o meu querer esbarra com o querer de todos lá fora.
Levanto da cama e me entrego a esse dia. Não há o que fazer...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Insônia

É madrugada
A falta de sono me impulsiona a escrever. Deixo que as palavras surjam desconexas.
La fora alguém conversa. Mais um insone? Ou será um trabalhador noturno?
O silencio aqui de dentro do quarto me ajuda a sentir o barulho do meu interior. Penso...
É incrível como a madrugada aguça nossos sentidos e o sexto nos ajuda a vislumbrar um mundo mais inteligível!
Minha gata se aproxima e se aninha junto a mim, como se quisesse se fazer protegida e também me proteger. Que delícia!
Penso no dia de ontem; penso nos que se foram, nos que virão... penso na vida.
Vida, essa que muitas vezes me prega peças e nessa brincadeira me descubro altamente vulnerável á sua força. Sinto medo, alegria, tristeza, revolta, gratidão, solidão, enfim, vivo.
Olho pela janela e observo que o sol está me observando também. É hora de acordar desse sono acordado e viver mais um dia.
Que assim seja!
Bom dia, dia!

terça-feira, 27 de abril de 2010


"A fantasia não é exatamente uma fuga da realidade; é um modo de a entender."
Loyd Alexander

O amor da minha vida

O amor da minha vida eu encontrei, tem nome, é de carne e osso, e me ama também.
Agora falta encontrar alguém com quem possa me relacionar. É que o homem da minha vida não cabe em mim e eu não caibo nele. Não basta que a gente se queira há muitos anos. Não basta nossos namoros longos, os rompimentos e a teimosia de desejar mais daquilo que não há de ser. Não presta que ele me visite pra acabar com as saudades e fuja correndo de pernas bambas e um bumbo no peito. Não importa que eu esqueça meu nome depois, nem que me perca num oco, ou que os sentimentos corram de ambos os lados, intensos e desarvorados. Não basta que haja amor para se viver um amor. Eu e ele somos as cruzadas da idade média, o Osama e o Tio Sam, o preto e o branco da apartheid, o falcão e o lobo, o Feitiço de Áquila. Seus mistérios me perturbam e minha clareza o ofusca. Tenho fascínio pelo plutão que ele habita, e ele vive intrigado por minha vênus, mas quando eu falo vem, ele entende vai. Enquanto ele avista o mar eu olho pra montanha. Quando um se sente em paz o outro quer a guerra. É preciso me traduzir a cada centímetro do caminho enquanto ele explica que eu também não entendi nada. Discordamos sobre o tempo, o tamanho das ondas, a cor da cadeira. O desacerto é de lascar, e não há cama que resista a tantas reconciliações - um dia a cama cai.

Esta semana fui ver a Ópera do Malandro em cartaz no Rio de Janeiro. Se o Chico Buarque nunca mais tivesse feito outra coisa na vida, ainda assim teria de ser imortalizado pelas alturas em que transita sua poesia nesta obra. Como ando as voltas com assuntos de amor, prestei atenção na cafetina Vitória que, do alto de sua experiência, ensinava: O amor jamais foi um sonho, o amor, eu bem sei, já provei, é um veneno medonho. É por isso que se há de entender que o amor não é ócio, e compreender que o amor não é um vício, o amor é sacrifício, o amor é sacerdócio.

Mais adiante Terezinha, a heroína quase ingênua, sofria:

Oh pedaço de mim, oh metade arrancada de mim, leva o vulto teu, que a saudade é o revés de um parto, a saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu. Leva o que há de ti, que a saudade dói latejada, é assim como uma fisgada no membro que já perdi.

Naquela noite, inspirada pelo Chico, voltei pra casa decidida - não quero mais o amor da minha vida ocupando o lugar de amor da minha vida. Venho portanto, pedir a ele publicamente, que libere a vaga. É com você mesmo que estou falando, você aí, que se instalou feito um posseiro dentro do meu coração, faça o favor de desinstalar-se. Xô. Há de haver um homem bom, me esperando em alguma esquina desse mundo. Um homem que aprecie o meu carinho, goste do meu jeito, fale a minha língua, e queira cuidar de mim. As qualidades podem até variar, mas aos interessados, se houver, vou avisando; existem defeitos que considero indispensáveis.

Meu amor tem de ter uns certos ciúmes, e reclamar quando eu precisar viajar pra longe. Pode se meter com minha roupa, com corte do cabelo, e achar que sou distraída e não sei dirigir. Quando ficar surpreso de eu ter chegado até aqui sem ele, afirmarei sem ironia, que foi mesmo por milagre. Este homem deve querer nosso lar impecável, com flores no jarro, e é imperativo que faça tromba quando não estiver assim. Ele irá me buscar no trabalho e levará direto pra casa, nada de madrugadas na rua! Desejo enfim que meu amor me reprima um pouco, e que me tolha as liberdades - esse vôo alucinante e sem rumo, anda me dando um cansaço danado.

Maitê Proença