domingo, 8 de agosto de 2010

SOLITÁRIO LAMENTO

Quanta dor contida e tão "intelectualizadamente" demonstrada.
Vale a pena desacelerarmos a vida para assistirmos a esse video.

domingo, 1 de agosto de 2010

TRANSAR NÃO É FAZER AMOR

Hoje em dia nos deparamos com pessoas das mais diversas idades dizendo-se liberadas, e em nome dessa liberdade, sentindo-se autorizadas a satisfazerem o que chamam "se dar bem", transando com aqueles ou aquelas que intitulam seus parceiros do momento ou até mesmo nem tão do momento assim, mas aqueles que lhes proporcionam "prazer".
Transar... o que vem a ser transar? Essa é uma pergunta recorrente em meu consultório e a resposta me chega das mais diversas formas: transar é ter prazer, é tão gostoso! É descarregar uma energia contida!É uma sensação de alívio M A R A V I- L H O S A! É bom quando o parceiro tem "pegada", sabe nos fazer ir ás alturas... e por aí vai.
É, transar exige performance. Quanta energia gasta!
Aí então, após muito riso e muito compartilhar com os devaneios de meu interlocutor, lhe pergunto: - e depois do "depois"? Tem o que?
Geralmente, quando não me lançam um olhar de "ai, lá vem a terapeuta chata cortar meu barato", muitas vezes as lágrimas se fazem presentes.
O exercício de meu trabalho não me permite ser moralista e muito menos ditadora, e isso eu tenho tranquilidade para dizer que não sou, prova esta de que tenho meus clientes aqui que me visitam nesse meu espaço e que não me deixam mentir.
Por essa razão, os acompanho em suas trajetórias, sejam elas quais forem, afinal, cada um tem seu caminho e constrói suas estradas, não é mesmo?
Agora, o que vem a ser fazer amor? A meu ver, fazer amor é tocar a alma antes de tocar o corpo, é não precisar mostrar pegada forte mas sim, firmeza no querer ficar com o outro e nele permanecer sem pressa e sem medo. Fazer amor é estar no agora com a certeza de que o tempo está passando, que o amanhã vai surgir mas a entrega está sendo tamanha que o desvinculamento do corpo será um mero acontecimento e que algo do amor se entranhou no outro de tal forma que o futuro nunca mais será o mesmo.
É... fazer amor é realmente um grande privilégio!
Não quero fazer apologia ao fazer amor mas sim demonstrar que a transa deixa o vazio do depois que a liberdade do fazer muitas vezes não dá o suporte necessário para uma falta de uma entrega real.