sábado, 26 de junho de 2010

Oscilações Necessárias

Aqui estou eu novamente.

Dessa vez para falar de alegria.

É... hoje estou feliz.Estou feliz porque resolvi estar.

Resolvi que hoje o sol vai brilhar mais forte mesmo que lá fora chova; que os carros lá fora não se farão notar para que meus ouvidos não ouçam barulhos outros alem do canto dos pássaros e o gargalhar das crianças a brincar.

Vou tomar meu café com pão como se fosse um lauto café de um cinco estrelas, me arrumar com meu vestido mais florido e sair para viver esse dia que hoje decidi ser especial!

Já pararam para pensar como freqüentemente transitamos entre tristeza e alegria em nossa vida? Gente, como isso é interessante! E como também é importante!

As tristezas são como as gavetas de nossos armários que se desarrumam e precisam ser arrumadas. No entanto, não podemos e nem devemos arrumá-las de uma só vez sob pena de não observarmos os locais exatos onde cada coisa deve ser colocada de forma mais apropriada a nos facilitar o manuseio no dia a dia, isto é, em nossa vida. Devemos examinar, cuidadosamente, o que melhor nos convir; precisamos de muita atenção... nada como uma recarga periódica de bateria de alegria para que possamos, com leveza, analisar onde cada coisa deve ser colocada.

Conseguiram captar o espírito da coisa?Ninguém nesse mundo consegue conviver de forma saudável sem transitar por essas duas polaridades: alegria e tristeza; ambas se completam para dar o equilíbrio necessário á nossa caminhada por esse mundo que tanto exige de nós, afim de que possamos vivenciar tanto a necessária escuridão da noite na estrada, como o brilho do sol e as lindas pastagens do mesmo caminho.

Assim sendo, reverencio essa bipolaridade existente em todos nós!

sábado, 19 de junho de 2010

Divagando

Às vezes me pergunto qual a razão dessa vida e me vem á mente inúmeras respostas, inclusive a de que viver é esperar o que sonhamos...

Mas esperar por um sonho? Acho que seria utopia.

Sonhamos para que possamos dar sentido á vida e não para ficarmos inertes a seus acontecimentos.
Sonhamos para que, tendo meta, possamos nos programar para realizar esse sonho...

Os sacrifícios que a vida nos impõe são estímulos para que não nos deixemos acomodar; para que tenhamos uma razão de existir e pelo que lutar; para que tenhamos garra no fazer.

Nossa, taí, escrevi bonito; até eu gostei. Mas de que adianta tanta beleza se a escrita não é capaz de amenizar a aridez do que sinto agora aqui dentro do peito... Esse aperto me tirando o fôlego, me dando a sensação de desmaio.
Nossa! Que coisa ruim! Constato que estou angustiada, triste... não; muito triste!É como se o mundo estivesse ruindo aos meus pés. Questiono se não está na hora de partir, de pegar o trem de ída.

Paro, olho em volta. Cá estou eu sentada em um banco de uma rua movimentada de um lugar qualquer. O que vejo? Transeuntes apressados. Estão buscando algo? Correndo de algo? Onde estarão indo? Observo.
Parece que ninguém me vê. Mas também, sou mais uma na multidão... Sou mais uma ninguém. Que paradoxo! Gosto dessa palavra. PARADOXO.

Resolvo aproveitar minha invisibilidade e continuar observando. Vejo carros passando, cachorros circulando corajosamente entre as pernas das pessoas, crianças, vendedores de picolé, carroças (desvio os olhos para não olhar; tenho muita pena dos cavalos). É... a vida insiste em se mostrar.

Anoiteceu.Voltei pra casa. Engraçado, observei tanta coisa enquanto lá estive sentada, percebi tanta pressa no chegar, no buscar e no andar, que o torno que tanto estava me oprimindo naquele momento, de repente se fez mais frouxo. Será por que hein? Sei lá. Só sei que um afastamento de nós mesmos é necessário para que possamos melhor enxergar o mundo no qual estamos inseridos...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A Lista

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
Oswaldo Montenegro

sexta-feira, 14 de maio de 2010

E é assim que sou

Gosto de olhos nos olhos.
Gosto de ser elogiada.
Sou frágil e não faço o mínimo esforço para provar o contrário para quem quer que seja.
Choro quando dizem que me amam; e quando dizem que não amam, também.
Adoro quando me sinto importante para alguém.
Gosto de saber que sentem a minha falta.
Peço desculpas quando acho que errei.
Odeio quem maltrata animais e crianças.
Amo me sentir protegida!
Não gosto de pessoas que pregam a compaixão e cobram dos outros mais do que nem elas podem dar.
Odeio injustiça e covardia.
Não gosto de gente omissa.
Odeio pessoas que buscam nos outros justificativas para sua própria falta de atitude.
Há dias em que me acho bela; em outros, nem tanto assim.
Sinto muito ciúmes, mas de poucas pessoas.
Adoro um colo e uma palavra de carinho quando estou triste.
Odeio gostar de quem não gosta de mim.
Sou agnóstica, não sou atéia.
Sou vaidosa.
Sou franca, mas procuro dosar a franqueza com alguma docilidade, mas confesso nem sempre conseguir.
Assumo a responsabilidade pelos meus atos.
Agarro-me ao amor da hora e dele suplico atenção, carinho, cumplicidade, presença, reciprocidade no meu bem querer, coragem e proteção, afinal, sou uma mulher que alem de pouco feminista, ainda acredita no amor romântico.
Há dias em que gosto da vida; em outros a morte me é mais sedutora.
Sou intensa no meu gostar, no meu não gostar, no me doar, no meu exigir e em de mim exigir.
Meu jardim não resiste a pouca rega.
Às vezes me amo; outras vezes, nem tanto assim.
Expondo-me assim, admito essa minha fragilidade ao me mostrar dependente da proteção do outro, o que me desnuda frente a vocês, mas tal nudez torna possível que me vejam sem qualquer véu que me encubra nessa minha forma de viver.
Mais um paradoxo da minha existência...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Apenas uma pergunta

O preconceito existe apenas do rico contra o pobre ou seria uma via de mão dupla onde o complexo é que sinalizaria a estrada?

Liberdade

O que é ser livre? Ouvimos várias opiniões acerca do tema: ser livre é estarmos bem conosco, ser livre é ter paz, ser livre é fazermos o que temos vontade, ser livre é não devermos nada a ninguém, ser livre é isso, ser livre é aquilo; ser livre é tanta coisa!
Nesse imenso emaranhado de definições, aqui estou eu tentando colocar no papel o que vem a ser liberdade para mim. Nossa! Que dificuldade!
Vou então tentar dizer o que atualmente tem me feito sentir livre.
Sinto-me livre quando dirijo meu olhar para onde quero, quando penso no que quero, quando toco o pelo de um bichano e sinto sua maciez a afagar meus dedos, quando opto por usar uma calça jeans surrada e um tênis para ir trabalhar, em lugar de uma saia e um sapato de salto alto...
É, eu sei que liberdade pode ser bem mais que isso, mas sei também que o exercício diário de nosso querer, mesmo que em doses homeopáticas, pode nos tornar, cada dia mais, aptos a sermos nós mesmos nesse mundo do qual somos parte...

sábado, 8 de maio de 2010

Dia das Mães

Sempre que se aproxima alguma data intitulada dia de quem quer que seja, me pergunto o porquê dessa necessidade de se estabelecer data especifica para tal comemoração.
Amanhã é Dia das Mães.
Por que só amanha é seu dia? Será que ás mães só é permitido serem reverenciadas um dia no ano?
Por que será que há a necessidade de se estipular uma data especifica para que sejam lembradas, beijadas, acariciadas, presenteadas com um pouco de atenção, um almoço em família?
Bem, digressões á parte, desejo a todas as mães, que não precisem de um dia específico para que se sintam felizes.